Um mineiro perdido em SP
Um mineiro perdido em SP 🌟
Um dia comum, atividades rotineiras, até receber uma mensagem pelo whatsapp, era um prefixo de minas 034, pensei que fosse alguém na sua cidade natal, mas não, Lúcio, estava em São Paulo. Fez as perguntas normais, as quais eu respondi. Marquei com ele num motel ali na Ricardo Jafet, Ipiranga — daqueles que a gente passa de carro e já sente o clima no ar. Ele chegou antes, ansioso como mineiro em terra estranha, e me mandou a mensagem assim que entrou: “Uai, Kali, tô na suíte 146, esperando você com o coração na boca. Vem logo que o trem tá pegando fogo aqui, sô”. Ri sozinha no, imaginando ele perdido entre as luzes neon e o estacionamento.
Cheguei, subi direto, e quando abri a porta da suíte, lá estava ele: deitado na cama king size, só de cueca, sorriso tímido pedindo licença. “Graças a Deus você veio, uai… tava achando que ia enlouquecer sozinho aqui”. Fechei a porta, joguei a bolsa no canto e fui direto pra cima dele. Comecei com o óleo quente que eu sempre levo — massagem tântrica pra soltar o corpo dele primeiro. Ele de bruços, eu escorregando inteira por cima no Nuru, sentindo cada músculo mineiro se render devagar. Ele gemia baixinho no começo, “meu Deus do céu, que delícia…”, e logo os gemidos foram ficando mais roucos, mais altos.
Virei ele de frente, sentei no colo devagar, encaixando tudo com calma. O olhar dele grudado no meu, mãos grandes na minha cintura, tentando acompanhar meu ritmo. No início foi lento, quase carinhoso, mas logo acelerei, descendo fundo, e ele não aguentou: “Uai, sô… tô indo pro espaço…”. Os gemidos dele ecoavam na suíte, misturados com os meus.
Mudamos de posição umas vezes. Primeiro de quatro, ele por trás, se encaixando forte, acelerando até o ar faltar pra nós dois. A respiração dele ofegante no meu pescoço, dizendo coisas entrecortadas: “Kali… meu Deus, que mulher…”. Depois pedi de ladinho — minha preferida, porque sinto cada centímetro mais perto, mais intenso. Ele entrou devagar, mas o fogo pegou rápido. Cada estocada mais urgente, mais funda. Eu apertava por dentro, ele gemia alto, eu gemia junto, corpos suados colados, perdidos no mesmo compasso.
O prazer subiu rápido demais. Senti ele pulsar forte dentro de mim, ouvi o “uai, não aguento mais, vou explodir…” rouco no meu ouvido, e aí veio junto: ele gozou longo, quente, enchendo tudo, enquanto eu tremia inteira em ondas que pareciam não acabar. A suíte ficou pesada de cheiro bom, suor, alívio total. Duas horas voaram entre massagem, Nuru escorregadio, toques que curavam e uma finalização que nos deixou largados na cama, sem fôlego, mas sorrindo como bobos.
Depois ficamos quietinhos, só respirando. Dei um selinho leve na boca dele, olhei fundo nos olhos castanhos e falei baixinho:
— Isso aqui é mais que tesão, mineiro. É conexão que marca a alma.
Ele passou a mão no meu cabelo, ainda ofegante, e respondeu com aquele jeitinho dele:
— Uai, Kali… eu vim perdido pra Sampa, mas nessa suíte contigo eu me achei de vez, viu? Tô até sexta… quem sabe a gente não repete esse trem amanhã?
Saímos dali com um abraço apertado, um até-logo demorado na porta da suíte, e a promessa no ar. Ele desceu primeiro, com o sorriso de quem ganhou na loteria. Eu fechei a porta, ainda sentindo o corpo dele em mim, e pensei: mineiro perdido no Ipiranga? Pode ser. Mas perdido desse jeito… eu tô adorando ser o mapa dele.
Quem sabe não rola a parte dois, uai?

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