Um mineiro perdido em SP — Parte 2: O plantão que virou conexão 🌟

 


Naquela quinta-feira, eu já estava em alerta, corrida, cheia de intercorrências, quando o celular vibrou. Era ele: “Uai, Kali… tô aqui pensando no que a gente fez. Cê acredita que até agora meu coração tá disparado? Isso não é normal, sô. Acho que preciso de um check-up urgente. Pode ser você a médica?”. Ri sozinha, então vamos ao segundo tempo.

Respondi: “Doutor Lúcio, seu caso é grave. Precisa de internação imediata. Traga o estetoscópio que eu levo o resto.” Ele mandou um áudio rindo, aquele riso gostoso de mineiro, e disse que estava em SP e pertinho do hotel na Liberdade, no mesmo da nossa primeira vez. “Vem logo, que a pressão aqui tá alta, sô.”

Terminei de fazer as comprinhas para a casa, passei em casa só pra pegar o óleo de massagem e uma lingerie que eu sabia que ia fazer ele perder o juízo. Cheguei no hotel, subi direto pro andar que ele mandou. Quando abri a porta do quarto, lá estava ele: camisa social aberta, ainda com o crachá do congresso pendurado no peito, óculos no rosto, sorriso de menino travesso.

— Uai, Kali, chegou a médica mais linda de São Paulo. Pode me examinar, doutora… tô todo seu.

Joguei a bolsa no chão, tirei o jaleco imaginário e fui direto pra cima dele. Comecei com beijos lentos, desses que sobem pela nuca e fazem o corpo todo arrepiar. Ele suspirou fundo: “Meu Deus, que mulher…”. Desabotoei a camisa devagar, sentindo o peito dele subir e descer rápido. Ele me puxou pela cintura, me encaixando no colo, e a gente ficou ali, só se olhando, rindo baixinho, como dois bobos que se acharam no meio do caos.

— Sabe o que é engraçado, Kali? Eu vim pra Sampa pra falar de medicina, de protocolo, de conduta… mas o que tá me curando de verdade é você.

— Então deixa eu continuar o tratamento, mineiro.

Tirei a roupa dele devagar, depois a minha. Passei o óleo morno nas mãos e comecei uma massagem que descia pela coluna, pelos ombros tensos de quem passou o dia em palestra. Ele gemendo baixinho, “ai, que delícia, sô…”. Virei ele de frente, sentei no colo, e a gente se encaixou como se já se conhecesse há anos. O ritmo começou lento, quase cirúrgico, mas logo virou urgência, desejo, entrega.

— Kali… cê tá me matando de prazer, uai…

— Então morre devagar, doutor.

Mudamos de posição. Ele por trás, me segurando firme pela cintura, sussurrando no meu ouvido: “Cê é minha perdição, mulher…”. Depois de ladinho, minha preferida, sentindo cada centímetro, cada pulsação, cada suspiro. O quarto ficou pesado de cheiro bom, suor e gemidos que ecoavam pelas paredes.

Quando senti ele pulsar forte dentro de mim, ouvi aquele “uai, não aguento mais, vou gozar, Kali…”, rouco, urgente, e a gente explodiu junto. Ficamos largados na cama, sem fôlego, sorrindo como dois adolescentes que acabaram de descobrir o mundo.

Depois, silêncio. Só respiração. Ele passou a mão no meu cabelo e falou baixinho:

— Kali… isso aqui não é só tesão. É conexão. É como se Deus tivesse escrito “esse trem vai dar certo” e jogado a gente um no outro.

— Uai, Lúcio… então fica mais um pouco. Sexta ainda é longe.

— Fico. E amanhã? Cê me leva pra conhecer o Ipiranga de novo? Quem sabe a gente não inventa uma nova posição… digo, uma nova rota.

Ri, dei um beijo na testa dele e pensei: mineiro perdido em SP? Pode ser. Mas perdido desse jeito, com esse sotaque, esse cheiro, esse jeito de me olhar… eu tô adorando ser o mapa, o remédio e a cura dele.

Quem sabe não rola a parte três, uai?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um mineiro perdido em SP

Rifa Especial: Massagem a Quatro Mãos